quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A MINHA CONVICÇÃO

CONVICÇÃO. Entre o dia em que escrevo este artigo (segunda-feira) e a sua publicação (quinta-feira), muita coisa vai acontecer na vida política nacional. Apesar da grande agitação e dos momentos de incerteza que se vivem, é minha profunda convicção que Pedro Passos Coelho será formalmente convidado a constituir Governo. Há quatro boas razões para isso. Primeira, em democracia governa quem ganha e a Coligação “Portugal à Frente” venceu as eleições. Segunda, Pedro Passos Coelho respondeu ao repto do Presidente da República ao desenvolver todas as diligências que possibilitassem a constituição de uma solução governativa que pudesse assegurar a estabilidade política. Terceira, não subsistem dúvidas que o Partido Socialista nunca aceitou discutir de forma séria a viabilização de um governo PSD/CDS-PP. Quarta, é uma farsa o propalado acordo à esquerda, pois bloquistas e comunistas nunca aderirão às causas da moeda única e da disciplina orçamental. Mais cedo do que tarde é inevitável e insanável um novo conflito politico.

DESACERTO. Dirão os leitores que tenho 50% de hipóteses de acertar e outras tantas de errar. É verdade. Esse é o risco que se corre sempre que tentamos perscrutar o futuro. Aliás, devo reconhecer que falhei quando neste mesmo espaço, concretamente em Julho de 2014, defendi que o Bloco de Esquerda se tinha transformado num partido politicamente inútil o qual, sem uma CGTP por detrás, braço armado da agitação do PCP, continuaria a ser desertado por eleitores e militantes, até desvanecer por completo.

ABSTENÇÃO. Foi a mais alta de sempre em eleições legislativas. Terminada a contagem dos votos dos emigrantes, conclui-se que a abstenção ficou nos 44,14%, contra os 41,97% de 2011. Na noite das eleições os elevados índices de abstenção e os perigos que esta representa para a democracia, costumam ser um dos temas de debate, para no dia seguinte, quando o país regressa à sua anormal normalidade, o tema cair novamente no esquecimento, até à próxima noite eleitoral. Em 4 de outubro último, preocupantemente, nem isso chegou verdadeiramente a acontecer.

Cidade Hoje, Ponto de Ordem, 22 de Outubro de 2015.

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